Quero uma vida azul-piscina!

Quero uma vida azul-piscina!

Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica.

Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica.

Por ele eu vou até o Acre e me finjo de índia.

Por ele eu vou até o Acre e me finjo de índia.

Meu mundo

Meu mundo
Mundo

sábado, 27 de agosto de 2011

Pacto de amor


Eu te amo, já o sabes.
Tu me amas, bem o sei.
Façamos um pacto!
Quando sentires saudades,
Procura-me, a qualquer hora,
E, de algum modo, juntar-me-ei a ti.

Dir-te-ei, também, das minhas saudades.
E, nesse momento, me ampararás ternamente,
Sabendo o quanto estarei carente e frágil.

Quando precisares de estar a sós contigo mesmo,
Dize-me apenas: – Preciso de silêncio.
Entenderei e saberei esperar por tua voz.
Também saberás quando eu silenciar.
Porque te direi: – Preciso de silêncio
E aguardarás tranqüila, pois sabes que te amo.

Quando, por algum motivo, não estiveres bem,
Chama-me e, sem temor, dize-me como estás.
Irei a ti e segurarei tuas mãos, em total partilha.
E quando for a minha vez de não me sentir bem,
Chamar-te-ei e te falarei de mim
E me escutarás com teu amor amigo.

Quando, por algum motivo, eu te irritar,
Compreende que eu não sou perfeito.
E, certamente, a calma a ti retornará.
Quando, por algum motivo, for eu a irritar-me,
Terei em mente que não és perfeito
E esperarei a tormenta passar.

Quando desejares o teu corpo em meu corpo,
Dize-me, apenas: – eu te quero.
E, apaixonadamente, saciarei os teus desejos.
E quando o meu corpo ansiar pelo teu,
Direi, simplesmente: – amor, eu te quero.
E me darás teu corpo, com ardente paixão.

E, por fim, amor, que não nos esqueçamos
De como faz bem à alma ouvir aquela frase,
Tão antiga e tão nova! – que aquece o coração.
Dize-me, de vez em quando, e também te direi,
Suave e ternamente, igual ao sentimento:
EU TE AMO! Não tenhas medo de me dizer...

(d/a)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011


Artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista
Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (...) "... posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.

Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade,descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria.

Vivenciei os dramas dos meus pacientes. Crianças vítimas inocentes do câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos, Manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!

Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe.. A
resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
" - Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!"

Indaguei: - E o que morte representa para você, minha querida?

" - Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?" (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo.
"- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!"
Fiquei "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.

"- E minha mãe vai ficar com saudades, emendou ela."
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei: - E o que saudade significa para você, minha querida?

- Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: É O AMOR QUE FICA!
Meu anjinho já se foi há longos anos, mas deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida. A tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu.
Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve. Pelas lições que me ensinaste. Pela ajuda que me deste.
Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.


Rogério Brandão
Médico oncologista clinico
RC Recife Boa Vista
Se não der certo, meu coração é esperto.
Não vai parar de bater pra te esquecer,
meu bem.

Cazuza
A calúnia é a arma poderosa de que se utilizam os enfermos da alma, que
as usam de maneira covarde para manchar a reputação do seu próximo, a
quem não consegue equiparar-se, optando pelo rebaixamento, quando seria
muito mais fácil a própria ascensão no rumo da felicidade.

domingo, 21 de agosto de 2011

Duas bolas por favor

"Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade...
.... Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.

OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago .

- por DANUZA LEÃO-

domingo, 14 de agosto de 2011

COMO É DIFICIL SER PAI, HOJE EM DIA!




Não fala aqui o filósofo que sou por formação acadêmica nem, muito menos, o psicólogo ou o psicoterapeuta, que não sou. Falo, pelos sete filhos gerados no sangue e na carne. Falo pelos milhares que, em minha vida de 37 anos de magistério, ainda em atividade, motivei, graças a Deus. Falo pelos inúmeros filhos na fé que granjeei, principalmente, nos últimos 10 anos, anos que se sucederam a ida da minha filha, Dayane, para o seio do Pai.
Posso me dar esse direito.
Creio que os pais de hoje são iguais aos de ontem. Creio, também, que os filhos de ontem são iguais aos de hoje, mas, as circunstâncias que vivemos são muito diferentes. Poucos renunciam favores ou prazeres em detrimento de uma melhor vida para seus filhos.
Quando nossos pais nos educavam à sua forma, olhávamos o vizinho para poder comparar. Sentíamos que eles também educavam os seus de maneira bem semelhante. Então, o paralelo nos estimulava, apesar de sentirmos no lombo, por exemplo, as dores de uma cintada.
A educação vinha de cima para baixo. Nossos pais eram educados. Muitos, hoje em dia, pelas circunstâncias da vida, e porque se preocupam mais consigo mesmo e com suas coisas deixam os filhos em segundo plano. Alguns manifestam-se, dando-lhes oportunidades de ter o que querem, inclusive, carros, em idade não permitida até pelo bom senso. Fazem deles, armas circulantes.
Quantas vezes ouvi, presenciei e li, declarações como esta: “Meu pai me dá tudo o que quero, mas ainda não me deu tudo o que preciso: seu carinho, afeto, solidariedade, atenção, orientação e crítica”. E, dizem mais: “Nem tudo nessa vida a gente pode comprar”.
Certa feita, diante de mim e, chorando, estava um garoto desesperado. Tentando afagá-lo, assisti uma cena, pra mim, estarrecedora. Botou a mão no bolso, tirou várias notas de cinqüenta reais e algumas poucas de cem. Com as mãos esticadas em minha direção, disse: “E ai, prof., o que faço com isso? Toda essa merda (sic) resolve o meu problema?”.
Diante daquela cena que me constrangeu e me fez chorar, tomei a decisão de chamar os pais, porém, com uma reservada conversa com o pai. Ouvi dele, um senhor de calejadas mãos, simples e, em prantos: “Meu filho, tudo o que faço, meu trabalho, horas e horas desde a madrugada, preocupado com o tempo, preço de insumos, adubos e tantas outras coisas, tudo, tudo, tudo é pra você meu filho. Como pode dizer isso de mim?”
Confesso, sem medo de errar, que esta foi uma das emoções mais lindas e pungentes de minha vida como educador. Pai e filho se abraçaram por longo tempo. Um amplexo divino. A mãe, diligente e assustada, esperou aquele momento com denodado desejo de que a vida dos dois mudasse. Saíram os três com lágrimas nos olhos e, até hoje, quando nos encontramos, não há como não falar daquele dia.
Muitas circunstâncias da vida moderna tiram de nós, nossos filhos. A bebida, a droga, namoros frustrados, casamentos indesejados e, o ter que parecer para o grupo, e não ser como deveriam ser, faz de muitos jovens eternos insatisfeitos que vivem a contradição do que a família orienta e ensina, e o meio em que vivem.
Nessas alturas, causa alegria e muita, ver jovens que se dedicam ao serviço do Senhor, pois, alguns deles sofrem o vilipêndio e a chacota.
Bem a calhar, a frase do dramaturgo W. Shakespeare que, endereço a mim e a todos os pais: “Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas, alguém vai aproveitar as que você perdeu”.
Bom dia, lembrando aos filhos e aos pais, que todos os dias, são dias dos pais e dos filhos.


Professor

Benê Cantelli

domingo, 7 de agosto de 2011

Pouco não me serve,
médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte!
Todos os grandes e pequenos momentos feitos com amor e com carinho,
são para mim quase que recordações eternas,
sorrisos e abraços espontâneos, me emocionam.
Palavras até conquistam temporariamente, mas atitudes ganham para sempre...

Clarice Lispector

Às vezes,
o sentimento passa,
a palavra antes tão esperada deixa de ser
Às vezes,
nos machucamos desnecessariamente.
Às vezes,
seguimos um caminho diferente,
antes que venham mentiras que dói
e levantamos-nos!
Às vezes,
é melhor seguirmos os nossos sonhos.
e descobrirmos que foi algo tão irrelevante,
o que um dia foi imensamente importante.
Às vezes,
descobrimos que nem valeu a pena sofrer.

-Joe Luigi-